Coragem para ser pai

CorajososÉ preciso coragem para ser pai – mas não me refiro aqui à paternidade meramente biológica. Até homens covardes e irresponsáveis podem ser pais desse tipo. No entanto, a paternidade corajosa e responsável é prerrogativa dos homens que assumem seu papel na família e na vida dos filhos. Pai corajoso é aquele que sabe que o futuro de seus filhos e a estabilidade emocional deles depende em grande medida da relação que ele mantém com eles. Pai corajoso é aquele que sabe que seus filhos o veem como modelo de virtude (ou da falta dela). Pais que assumem seu verdadeiro papel sabem que a visão que os filhos terão de Deus dependerá também em grande medida da maneira como eles falam do Senhor e se relacionam com Ele. Pais corajosos não têm vergonha de pedir perdão e mudar quando percebem estar errados. Pais de verdade amam a mãe de seus filhos e apresentam para eles o modelo de uma relação amorosa e responsável, que eles tenderão a imitar quando eles mesmos forem pais e mães. Pais corajosos sabem que não basta fazer filhos, é preciso participar da vida deles, nutri-los física, emocional e espiritualmente e devolvê-los para Deus, quando Jesus voltar. Esse é o tema do ótimo filme “Corajosos”, dos mesmos produtores de “Desafiando Gigantes” e “A Prova de Fogo”.

Esta é a sinopse no site do filme: “Quatro homens, um legado: servir e proteger. Como agentes da lei, eles são confiantes e concentrados, preparados para o pior que as ruas podem oferecer. No entanto, no fim do dia, eles enfrentam um desafio para o qual não estão preparados: a responsabilidade de ser pais. Quando uma tragédia os atinge, esses homens têm que lutar com suas esperanças, seus medos, sua fé e sua paternidade. Diariamente, Adam Mitchell (Alex Kendrick) e Nathan Hayes (Ken Bevel) enfrentam desafios variados por conta da profissão que escolheram. No entanto, outra rotina os desafia, mas para a tarefa de pai essa dupla não está preparada. Seus filhos estão ficando cada vez mais distantes e, apesar do sucesso de Adam e Nathan em cuidar da sociedade, eles não sabem como tomar conta das pessoas por quem mais têm afeto.”

Somente assista a esse filme se você tiver coragem de assumir o maior de todos os compromissos que Deus lhe outorgou.

Michelson Borges

“Lembranças servem para trazer de volta o momento. Na prática, servem apenas para demonstrar quão inadequadamente apreciei o momento quando ele aconteceu.” Joan Didion (aprecie devidamente cada momento vivido com sua família; o tempo passa rápido)

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Gravidade: manifesto contra a poluição do espaço

gravidade-posterVocê consegue imaginar sua vida sem GPS? Talvez você até consiga, mas os pilotos de avião e comandantes de navio não mais. Consegue imaginar um mundo sem telecomunicações, sem telefonia para outros países ou mesmo transmissão de TV via satélite? Essas facilidades do mundo moderno podem ter fim a qualquer momento, e tudo por culpa do lixo produzido pelos seres humanos. Para chamar atenção para essa realidade (não tão exagerada quanto no filme, mas real), o diretor mexicano Alfonso Cuarón levou às telas o filme “Gravidade”, estrelado por Sandra Bullock e George Clooney. Para quem gosta de filmes espaço-siderais, um prato cheio. Para quem gosta de precisão científica, valeu o esforço dos produtores (o filme chega bem perto de retratar com precisão a realidade das viagens orbitais e os perigos envolvidos nessas empreitadas, mas não sem erros praticamente inevitáveis). Indicado a dez Oscar, “Gravidade” também traz à tona discussões filosóficas e até teológicas.

Além das filmagens praticamente sem edição, apenas com movimentos de câmera, e dos diálogos entre os dois astronautas e depois os monólogos da Dra. Ryan Stone (Bullock), que seguram o filme do começo ao fim, o que me chamou a atenção foram duas coisas mais: a fragilidade da vida humana e a necessidade de Deus, independentemente da nossa formação.

Quando três astronautas que faziam reparos no telescópio espacial Hubble são atingidos por destroços de um satélite russo, começa uma desesperada luta pela vida. E no momento em que a astronauta, cientista, racional se dá conta de que vai morrer sozinha (perdoe-me por adiantar esse detalhe), ela lamenta não ter aprendido a orar e pede para uma pessoa na Terra (cuja transmissão de rádio ela captou) orar por ela. Na solidão angustiante do frio do espaço sideral, ela se dá conta de que dentro do coração carrega um vazio ainda maior (foi minha leitura).

A fragilidade da vida humana é o outro aspecto interessante do filme. E uma cena, em especial, deixa isso evidente: quando Ryan consegue, finalmente, entrar na estação espacial em busca de oxigênio e segurança. Ela se desvencilha da roupa espacial e, em posição fetal, descansa um pouco, flutuando na ausência de gravidade (só faltou a fralda, que os astronautas usam por baixo da roupa, mas acho que o diretor não quis tocar no “assunto”). Alguns cabos dão a impressão de ser um cordão umbilical, compondo o “cenário uterino”. E isso me fez pensar: Se, para manter um ser humano vivo, no espaço, é necessário todo um aparato tecnológico inteligentemente projetado para controlar temperatura, pressão, níveis de oxigênio, etc., etc., etc., quem teria estabelecido e regulado as condições da frágil “nave” Terra, a fim de que pudéssemos viver nela?

O DVD vale também pelos extras que não podem ficar sem ser vistos. Um curta-metragem mostra uma parte “oculta” do filme principal e um documentário sobre o problema do lixo espacial. Curiosidade: a Estação Espacial Internacional viaja a 17.500 metros por hora, o que faz com que ela dê uma volta ao redor da Terra em 90 minutos, e esse é exatamente o tempo que dura o filme.

Michelson Borges

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GRAVITY

Bem-vindo ao sítio Garapi!

Não adianta procurar no Google. Garapi é um lugar que não existe. Mas se não existe não é um lugar, certo? Depende. E se esse lugar existir na imaginação? Garapi é o nome da cidade fictícia que aparece no livro A Descoberta. Foi criada pela Marcella, a filha do meio da família que administra este blog, quando ela tinha quatro anos de idade. Assim, para nós, esse lugar existe. É um lugar de sonhos, de brincadeiras e, agora, com este blog, é também um sítio de cultura. E aqui vamos falar de cultura, mas de um jeito diferente. Vamos falar de viagens, de bons filmes e de leitura – tudo filtrado pelas “lentes” da nossa família. Vamos partilhar com você aquilo que foi bom para nós. Vamos conhecer lugares diferentes, pessoas novas, adquirir novas experiências. Então já pode arrumar as malas! Ou quem sabe um lugarzinho bem confortável na sua casa. Porque aqui nós vamos viajar! Vamos aprender e nos divertir. A gente se encontra lá, em Garapi!

Um abraço da família Borges (Michelson, Débora, Giovanna, Marcella e Mikhael).