Como ter uma viagem de avião mais confortável

img_3658Já conhece a seção “Viajante de Primeira”, do blog Mapa na Mão? O objetivo com ela é ajudar a quem tem pouca experiência com viagens, ou mesmo quem já a tenha, mas esteja sempre querendo aprimorar a arte de viajar (nós estamos a todo momento!), a se tornar expert no ramo! Estamos preparando muitos posts legais sobre como montar uma viagem do zero, mas, por enquanto, fique com o post que minha mãe já escreveu sobre arrumação de malas e com este aqui, sobre como tornar viagens de avião um pouco mais dignas! haha 🙂

1. O ar do avião costuma ser muito seco. Tem quem não sinta, mas eu sinto muito. Para driblar isso, sempre levo comigo um soro fisiológico de 100 ml (maior do que isso não entra no avião!) que aplico nas narinas de tempos em tempos, um creme hidratante também pequeno para aplicar nas mãos e um hidratante labial potente. Principalmente o soro se tornou indispensável para mim, porque minhas narinas ardiam muito com o ar seco, chegando a me acordar de dor. E não faz mal, então pode usar sem medo!

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Tudo o que você precisa saber para viajar para a Polônia

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A autora em Varsóvia

Em fevereiro de 2015 passei um mês na Polônia, mais especificamente na capital, Varsóvia.
Estive lá através de um estágio pela IFMSA – International Federation of Medical Students’ Association. Inclusive, para os estudantes de medicina que tiverem interesse, indico muito esse intercâmbio. É relativamente fácil de conseguir e os intercâmbios são realizados nos meses de férias, não precisando perder aula. Se quiser mais informações, deixa um comentário aqui embaixo que vou adorar te ajudar! Mas, voltando à Polônia: tive uma certa surpresa quando soube que tinha sido selecionada para aquele país. Não sabia quase nada sobre lá. A minha surpresa se seguiu de alegria por saber que conheceria um país sobre o qual eu não sabia muito. Mas a surpresa das outras pessoas continuou por muito tempo, hehe. Até poucos dias antes de eu viajar, quando contava que estava prestes a ir para um intercâmbio na Polônia, invariavelmente o comentário era “mas por que a Polônia??”. Entendo a surpresa. A Polônia ainda não foi descoberta pelos brasileiros, especialmente Varsóvia. Em um mês na capital (e passeando muito por lugares turísticos), não encontrei nenhum brasileiro (a não ser Ana, a brasileira que estava fazendo intercâmbio comigo hehe). Só fui encontrar alguns brasileiros no final de semana em Cracóvia. Uma pena! Mas até entendo. Ir para o exterior, em especial para outros continentes, apesar de poder ser muito mais acessível do que a maioria das pessoas imagina (e é isso que nós aqui no blog queremos mostrar! Amo ver gente – que não sabia que podia – viajando), ainda representa um gasto alto para muitas pessoas. Assim, quando têm a oportunidade, muitos acabam optando pelos “destinos sonho”, e a Polônia não faz parte deles.

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Os free walking tours mudaram meu jeito de ver as cidades

Walking TourSabe aquela coisa da qual tu já ouviu falar mas não foi muito atrás e acabou deixando para olhar mais a fundo depois? Pois é, sou assim com algumas coisas, e infelizmente perco a oportunidade de conhecer atividades incríveis. Foi assim com o Free Walking Tour, até que eu tive um convite. Quando estive na Polônia para um intercâmbio, uma das minhas madrinhas (as meninas que passeavam por lá comigo) me convidou para fazer um tal de um tour a pé que era “de graça”. Ela nunca tinha feito também, só tinha ouvido falar. Nos 10 primeiros minutos eu já estava apaixonada. Naquele dia eu fiz o tour pelo bairro de Praga e a experiência foi sensacional. Foi então que eu compreendi melhor a história de Varsóvia e da Polônia no geral. Vi que por trás de cada prédio naquela cidade existe muita história. Triste, na maioria das vezes, coberta de sangue e de dominação. Mas é essa a história da Polônia, e eu acredito que a história deva ser preservada com um motivo muito nobre: para que não repitamos erros. Mas vamos falar de coisa boa, né? Aquele tour me serviu para entender a história de Varsóvia porque os guias (não só desse tour, mas dos outros que já fiz, conto mais abaixo) se preocupam em explicar por que aquela região coberta pelo tour tem aquelas características, e tudo isso inserido na história da cidade.

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Retiros: opção saudável ao carnaval

IMG_0796Enquanto milhares de pessoas se entregam à folia todos os anos em nosso país, um número ainda maior de brasileiros aproveita o feriado para viajar ou simplesmente descansar. Mas há pessoas que optam por algo diferente e mais saudável e edificante: vão para retiros espirituais. Neste ano, fui com minha família para um retiro em Tanguá, no Rio de Janeiro. Tive o privilégio de apresentar palestras para um grupo de 200 pessoas, num local muito bonito em meio à natureza. Como chegamos ao Rio na sexta-feira à tarde, pudemos (infelizmente) ver um pouco da agitação que estava tomando conta da cidade, com pessoas vestidas em fantasias (e outras quase não vestidas) e engarrafamentos em várias ruas. Os bares estavam apinhados de gente “esquentando os motores” para a “celebração da carne” e os desfiles que teriam início dali poucas horas. Conforme me disseram os novos amigos que fiz no retiro, a cidade fica insuportável para quem gosta de sossego e abomina os excessos a que as pessoas se entregam nessa época do ano. O jeito, então, para quem pode, é literalmente fugir das cidades.

Foi o que fizemos. Depois de viajar cerca de 70 km de ônibus a partir da capital, com os irmãos da Igreja Adventista de Guadalupe, chegamos ao sítio Juvak, no pequeno município de Tanguá (tem uns 30 mil habitantes). O local é realmente muito bonito, como você pode ver nas fotos. Há muitas árvores, sombra e um lindo cenário circundante. Ótimo lugar para a realização das atividades típicas de um retiro adventista: cultos, palestras, jantares especiais temáticos, gincanas, recreação e muita interação para cultivar amizades. A gente quase se esquece de que lá fora, no mundão, o “clima” é outro.

IMG_0863Entre as várias pessoas que pude conhecer, duas me chamaram a atenção pela história de vida. O Thales Celebrini de Moura tem 19 anos e mora na Comunidade Criança Esperança, no Rio. Quando pequeno, ele chegou a ir algumas vezes à igreja adventista com sua mãe, mas com o tempo acabou se aproximando de traficantes e se envolveu numa vida de crimes, consumo e tráfico de drogas. Certo dia, ele viu uma moça morrer perto dele e a cena fez com ele pensasse em sua vida e concluísse que precisava buscar a Deus. Procurou os adventistas, recebeu estudos bíblicos e apoio, foi batizado, abandonou a vida de crimes e hoje ajuda a encaminhar crianças da comunidade para o clube de desbravadores. Aliás, ele havia levado algumas delas ao retiro. Thales me disse que hoje a vida dele é totalmente diferente e que quer muito ajudar pessoas que, como ele antes, estão escravizadas numa vida sem sentido e sem perspectivas. Ele me disse que só Jesus pode libertar das correntes do pecado e do vício. Na igreja, Thales encontrou Jesus, amigos de verdade e um novo rumo para sua vida.

IMG_0880A outra história é da jovem Raquel Soares da Rocha Chaves, de 23 anos, também do Rio de Janeiro. Raquel é oficial da Marinha Mercante e estudou para ser capitã de navio. De família batista, ela frequentava um grêmio de estudantes evangélicos da Escola de Formação de Oficiais, e foi num encontro de grêmios desse tipo que ela conheceu Kemuel, um jovem adventista oficial da Marinha. Eles se tornaram amigos e foi por meio dele que ela conheceu as doutrinas bíblicas adventistas. Como parte de seu treinamento, Raquel passou um ano embarcada e aproveitou o pouco tempo livre que tinha para estudar a Bíblia por si mesma, sistematicamente.

Em dúvida se devia ou não guardar o sábado, que ela aprendeu na Bíblia ser o dia do Senhor, Raquel pediu a Deus um sinal e manteve isso em segredo, pois não queria ser influenciada por ninguém. Naquela semana, o imediato do navio foi substituído por outro, que convocou os tripulantes e os estudantes para uma reunião, e disse: “O dia de folga de vocês é o domingo, mas quero deixá-los à vontade, caso queiram descansar no sábado, por exemplo.” Ela entendeu ser o sinal que havia pedido a Deus.

Hoje batizada e namorando o Kemuel, Raquel está disposta até mesmo a abandonar a carreira, caso seja impedida de ser fiel a Deus e a Seus mandamentos.

Essas e outras histórias nos encheram de alegria e de gratidão a Deus. Todos os anos temos fugido da bagunça do mundo para buscar Deus e fazer amizades que valem a pena. Experimente você também participar de um retiro como esse. Tenho certeza de que será uma experiência inesquecível!

Michelson Borges

 

Lições das fortalezas da Ilha de Santa Catarina

fortalezaEm janeiro de 2007, participei de um passeio de scuna com minha família, em Florianópolis, um programa de férias que recomendamos. O barco saiu da Beira-Mar Norte da Ilha de Santa Catarina e seguiu até a Ilha de Anhatomirim, passando pela Fortaleza de Santo Antônio de Ratones, com uma curta parada em Governador Celso Ramos, para o almoço. Minhas filhas gostaram muito do banho de mar, da aproximação dos botos no trajeto de volta e de estar com os avós. Para mim, o que mais chamou a atenção no passeio foi a visita às fortalezas restauradas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

De acordo com informações do site da UFSC, o Projeto Fortalezas da Ilha de Santa Catarina foi criado pela Universidade Federal com o objetivo de restaurar e revitalizar as fortificações construídas pelos portugueses no século 18 para proteger a Ilha de Santa Catarina. Hoje estão totalmente restauradas as fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim (1739 – Ilha de Anhatomirim), São José da Ponta Grossa (1740 – Ilha de Santa Catarina) e a de Santo Antônio de Ratones (1740 – Ilha de Ratones Grande). As três fortificações ficam abertas à visitação durante o ano todo. O visitante, além de ter contato com os prédios históricos tombados em 1938, pode visitar dezenas de exposições e ter contato com a flora, fauna e as belezas naturais da Baía Norte da Ilha de Santa Catarina.

A Fortaleza de Santo Antônio de Ratones constituía o terceiro vértice do “triângulo de fogo” idealizado pelo Brigadeiro Silva Paes. Teve o início de sua construção em 1740 e foi concluída em quatro anos. Seus principais edifícios foram construídos numa linha de um único terraplano, guarnecidos pela encosta e voltados para o mar. As edificações mais significativas são a Portada, a Fonte D’Água e o Aqueduto. Além de seu expressivo acervo arquitetônico, a Ilha de Ratones Grande apresenta paisagem natural exuberante, formada por mata atlântica. Além disso, a ilha tem uma trilha destinada à prática do turismo ecológico e educação ambiental.

A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim está localizada na Ilha de Anhatomirim, área de jurisdição do município de Governador Celso Ramos. Estrategicamente situada na entrada da Baía Norte, a Fortaleza de Santa Cruz configurava outro dos vértices do sistema triangular de defesa. Sua construção teve início em 1739 e foi concluída cinco anos mais tarde. A arquitetura tem traços de influência renascentista. Fica em uma ilha com espessas muralhas e seus edifícios se distribuem de maneira esparsa em diferentes níveis. A maioria dos materiais utilizados na sua construção é da própria região (como a argamassa feita com óleo de baleia), com exceção dos elementos de cantaria e do “lioz” – espécie de mármore português utilizado nas soleiras das portas, escadarias e algumas bases dos canhões.

Entre os edifícios mais significativos da fortaleza estão a Portada de influência oriental, cujo acesso se dá por meio de uma escada de lioz; a Casa do Comandante, espécie de sobrado bastante comum nas casas da administração do Brasil Colônia (essa casa foi a primeira sede do Governo de Santa Catarina, onde residiu Silva Paes); e o Quartel da Tropa, construção de grande destaque que representa o auge da imponência das obras de Silva Paes. Segundo o site da UFSC, o estilo clássico, determinado por contornos retos, telhas coloniais e doze arcadas térreas apresenta tal apuro de proporções e detalhes, que raramente deixava de ser mencionado por viajantes europeus em seus diários.

Historicamente, a Fortaleza de Santa Cruz não foi utilizada do ponto de vista bélico nem mesmo durante a invasão espanhola de 1777. Após esse episódio, o sistema entrou em descrédito e passou a ser progressivamente abandonado. Em 1884, durante a Revolução Federalista, serviu de prisão e base de fuzilamentos de revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto. No ano de 1907, passou a pertencer ao Ministério da Marinha e voltou a ser utilizado como prisão em 1932, no desfecho da Revolução Constitucionalista. Funcionou como base até o fim da Segunda Guerra Mundial, quando apareceram novas tecnologias bélicas, tornando-o obsoleto como unidade militar. Foi desativado, mas a Marinha manteve vigilância até a década de 1960. A partir desse ano, as fortalezas foram abandonadas e depredadas.

Em 1979, a UFSC fez um convênio com o Ministério da Marinha e assumiu a guarda e tutela da Fortificação de Santa Cruz e começou o processo para restauração das ruínas históricas. Em 1984, foi possível a reabertura para visitação pública, mas somente em 1991 o “Projeto Fortalezas” conseguiu concretizar a restauração completa da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim.

O passeio pelas fortalezas realmente valeu a pena. São paisagens e construções belíssimas. Sem falar na verdadeira aula de História ministrada pela excelente guia turística que nos acompanhava. Enquanto ouvia as explicações dela, um fato cômico me fez pensar num profundo ensinamento de Jesus, registrado em Lucas, capítulo 14.

A fortaleza de Anhatomirim, na verdade, nunca foi usada para defesa por um erro grosseiro de Silva Paes: as pontas do triângulo de defesa estão separadas por quatro a seis quilômetros; mas os canhões da época só conseguiam lançar projéteis a cerca de meio quilômetro de distância! Quanta falta fez um planejamento mais apurado. Tanto esforço e dinheiro gastos para nada…

Isso nos faz pensar na importância de se planejar a vida de forma correta, para que não sejam desperdiçados esforços na busca dos objetivos a que nos propomos. Por que não começar aquele curso há tanto adiado e que será útil para sua carreira? Por que não dedicar mais tempo para a família? E aquele bom livro que o aguarda na estante, por que não iniciar a leitura agora? E, mais importante do que tudo isso: por que não iniciar ou aprofundar um relacionamento significativo com Deus?

Na vida cristã também existe um “triângulo de defesa”: a leitura da Bíblia, a oração e o testemunho. Só que, diferentemente do triângulo de Silva Paes, este é infalível!

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar” (Lucas 14:28, 29, NVI).

“Se não for o Senhor o construtor da casa, será inútil trabalhar na construção” (Salmo 127:1, NVI).

Michelson Borges

Aventuras na Galileia

FullSizeRenderTabita era uma garota que vivia em Cafarnaum. Para ela a vida era sem graça, pois não tinha os privilégios que os meninos tinham naquela época e ainda tinha que aturar as gozações deles. Mas um garoto muito legal começou a defendê-la e uma grande amizade surgiu. Juntos eles viram grandes milagres que Jesus fez. Um dia Tabita ficou gravemente doente e seu pai, Jairo, o principal líder da Sinagoga, deixou seu orgulho de lado e foi pedir ajuda a Jesus. Só que, no meio do caminho, Tabita faleceu. Mas Jesus fez um milagre! Ele a ressuscitou! Ela deve ter ficado confusa, mas muito feliz também.

Gostei muito desse livro! Com certeza vai entrar para a minha lista de favoritos. Tomara que ele entre na sua lista também.

O livro tem 175 páginas e é da Casa Publicadora Brasileira.

Marcella Borges